Cinco mulheres que revolucionaram o transporte

Automóveis, mecânica ou trabalho ferroviário: o transporte é percebido como um mundo bastante masculino.
No entanto, por trás das invenções que facilitam a viagem de milhões de passageiros hoje, há mulheres brilhantes com olhos afiados, que conseguiram responder aos problemas de transporte com criatividade.
Limpadores de para-brisa, freios, placas de trânsito ou conforto a bordo: para o Dia Internacional da Mulher, apresentamos cinco mulheres que revolucionaram o transporte.
#1. Bertha Benz, pioneira dos freios modernos

Bertha nasceu em 1849 na Alemanha. Aos 24 anos, conheceu e se casou com Carl Benz, que trabalhava no primeiro modelo de carro com motor de combustão.
Bertha o apoiou, financiou seus projetos e aprendeu a mecânica do veículo ao seu alcance. Em 1886, a patente foi assinada.
Revelação ao volante
Foi no volante que ela percebeu um grande problema: os freios se desgastavam rápido demais.
Bertha tem um acabamento em couro adicionado às pastilhas de freio para melhorar sua eficiência, segurança e durabilidade.
O revestimento de freio da Bertha Benz marca uma das primeiras melhorias no sistema de freio : um princípio que evoluirá para os revestimentos modernos ainda usados em carros, ônibus, bondes e trens.
O gênio do burburinho bem dominado
Em 1888, quando o carro do marido não encontrou público, Bertha Benz fez uma escolha ousada.
Ele percorreu mais de 100 quilômetros ao volante do carro: foi a primeira viagem de longa distância de carro na história e um grande destaque para o fabricante Mercedes-Benz.
#2. Mary Anderson, a mãe dos limpadores de para-brisa

No início dos anos 1900, a americana Mary Anderson percebeu que, em caso de chuva ou neve, os motoristas eram obrigados a colocar a cabeça para fora da janela para enxergar à frente : para-brisas obstruídos tornavam impossível dirigir.
Isso lhe dá uma ideia. Contratou uma empresa para fazer um protótipo: uma alavanca que podia ser operada de dentro do veículo, conectada a um braço com mola, que movia um rodo de borracha grudado no para-brisa para frente e para trás.
A patente foi registrada em 1903: nasceu o primeiro limpador de para-brisa funcional.
Uma invenção que foi deserdada por muito tempo
Sua invenção permaneceu patenteada por dezessete anos sem despertar o interesse dos industriais. Em 1922, a patente entrou em domínio público. Enquanto isso, o uso do automóvel explodiu.
A ideia foi recuperada e industrializada, e foi o fabricante americano de carros Cadillac quem foi o primeiro a equipar seus carros com ela.
Um objeto (essencial) que ainda equipa, 120 anos após sua invenção, carros, ônibus, bondes e trens em todo o mundo.
#3. Mary Walton, contra o barulho e a fumaça na cidade

Mary Walton cresceu na cidade de Nova York, Estados Unidos. Seu pai a incentivou a se formar em ciências e engenharia, algo raro para uma mulher no final do século XIX.
Naquela época, a cidade estava afogada pelo barulho das máquinas e pela fumaça densa das chaminés e locomotivas a carvão. Para melhorar a qualidade do ar e reduzir a poluição sonora na cidade, Mary desenvolveu duas invenções.
- Está desenvolvendo um sistema para bombear ar através de tanques de água para reter poluentes na saída das chaminés, reduzindo assim o impacto da fumaça e da poluição do ar na cidade.
- Ele combate o barulho produzido pelos metrôs elevados inventando uma caixa de madeira cheia de piche, areia e algodão colocada nos trilhos para abafar o barulho. Ela vendeu sua patente para a New York City Metropolitan Railroad.
#4. Olive Dennis, gênio do conforto a bordo

Após estudar matemática e astronomia na Universidade Columbia, Olive Dennis é a primeira mulher a obter um mestrado em engenharia civil pela Universidade Cornell (Estados Unidos).
Recrutada em 1920 pela Baltimore & Ohio Railroad, ela se tornou uma das primeiras engenheiras mulheres a trabalhar na experiência dos passageiros a bordo de trens.
Sua missão? Para fazer os passageiros se sentirem confortáveis a bordo.
Ela viaja milhares de quilômetros para avaliar suas necessidades e perguntar sobre suas expectativas.
Devemos a ele:
- Um sistema de ventilação ajustável para estabilizar a temperatura
- Assentos reclináveis ou dobráveis
- Luzes ajustáveis para a noite
- Contadores para comer a qualquer momento
- Banheiros mais confortáveis (dispensador de sabão e papel)
- Materiais resistentes a manchas e desgaste

Margaret Calvert nasceu na África do Sul em 1936, antes de se mudar para o Reino Unido. Ela estudou design gráfico no Chelsea College of Art, onde conheceu Jock Kinneir, seu professor e mentor.
Foi Kinneir quem lhe ofereceu sua primeira missão: projetar a sinalização do aeroporto de Gatwick.
Informação, reação: o gênio da sinalização
Na década de 1960, com a democratização do carro e o desenvolvimento das estradas, o tráfego e a velocidade aumentaram.
O governo britânico confiou a Calvert e Kinneir a reformulação completa da sinalização para simplificá-la, tornando-a legível à primeira vista, à distância e em alta velocidade. O trabalho deles influenciará a sinalização rodoviária, ferroviária e de aeroportos ao redor do mundo.
Está na origem de pictogramas icônicos como:
- "Atenção, crianças"
- "Funciona"
- "Velocidade recomendada"
- ou "Presença de animais"
Um, dois, três fontes icônicas
Margaret Calvert participou da criação de várias fontes.
A fonte Gatwick para o aeroporto, o Alfabeto Ferroviário para a British Rail Company e a fonte Transport, legível à distância e em alta velocidade para a rede rodoviária inglesa.
Um pioneiro em sinalização de transporte.
Para ir além: descubra a herança da região da Île-de-France nas mulheres
Para os curiosos, e ainda por ocasião do Dia Internacional da Mulher, selecionamos quatro lugares para descobrir a herança criada e pensada pelas mulheres na Île-de-France.